quarta-feira, dezembro 9


Cansei, mas não sem ter ao menos tentado, pois tentei;
Cansei, mas não sem ter ao menos extravasado, pois extravasei;
Cansei, mas não sem ter ao menos sentido, pois senti.

Ah e como senti!
Senti no fundo d’alma, pois foi assim que me entreguei.

Outros poderão dizer-se ainda preparados para o novo dia que surge por detrás das montanhas. Entre eles, eu não me incluo. E não por ser preguiçoso ou coisa que o valha,
mas porque ao olhar para trás percebo que a energia despendida realmente valeu a pena, e ao olhar para o futuro, já não o quero com aquela mesma gana de outrora.

Cansei.
É a tua vez de viver!


Texto publicado no Caderno de Literatura da Ajuris. Porto alegre, novembro de 2009. Ano XIII. n. 18.

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